domingo, 9 de agosto de 2026

Pastor de ovelha sem cerva

O Carisma rainha da Paz Possui Uma identidade própria e os seus estatutos que são reconhecidos pela igreja e validados pelos seus 37 anos de existência!
Esse belo carisma Autêntico já mudou a história da vida de milhares de pessoas e três estados, 12 cidades (Varjota, Sobral, Alcântara, Meruoca, Forquilha, Acarau, Fortaleza, Olinda, Belém, França e Medjugorje, além de Cruz e Pacuja),16 paróquias e 6 dioceses!
Não estamos falando de uma instituição que caiu de paraquedas na evangelização do mundo, mas de um carisma autêntico, provado e que a cada dia vai crescendo no entendimento da sua própria identidade.
Certo dia, a nossa fundadora foi questionada em um encontro de fundadores sobre qual seria carro chefe da evangelização da comunidade Rainha da Paz. 
Após perguntar a Deus e de servir Chegamos à conclusão de que o carro chefe da nossa evangelização é a adoração.
A nossa evangelização passa pela minha experiência pessoal com Jesus eucarístico, algo que está descrito nos nossos estatutos e devido a essa Intimidade, o nosso ponto forte de evangelização é adoração. 
Ao responder primeira pergunta sobre qual o carro chefe da nossa evangelização (Não quer dizer que só evangelizamos através da adoração, o que entendemos que é o nosso ponto forte, pois evangelizamos com a nossa essência)
Mesmo respondendo a essa primeira pergunta temos uma segunda pergunta a ser respondida: Como deve ser a nossa evangelização?
Os nossos estatutos vão nos apontar para uma informação também já bem difundida no nosso meio, evangelizamos exercendo Maternidade Espiritual
Do dia 1 de janeiro de 2000 ou então papa Francisco Apresentava ao mundo o termo órfão Espiritual. Aquela oportunidade dizia que a humanidade sofria de orfandade espiritual e que o mundo precisava de mães.
Aquela fala da igreja vem de encontro a nossa missão de evangelização. Observe não se trata apenas do anúncio do Evangelho, da pregação, Dos congressos Mas refere-se a cuidar de pessoas.
Estamos a falar de ovelhas que precisam ser cuidadas! Não só Fora dos muros do centro de formação, mas principalmente Dentro dos muros do nosso aprisco.
Logo Uma das formas mais acessíveis de exercer a maternidade espiritual do carisma é pastoreando pessoas Independente do serviço, ministério, projeto Que a pessoa esteja exercendo
Temos Pela graça de Deus Uma excelente estrutura de funcionamento da comunidade. Temos um organograma bem definido. Temos irmãos que foram designados para cuidar um dos outros no exercício da sua maternidade num ministério onde foi designado.
Precisamos crescer no cuidado Com aqueles que Deus nos confiou, os nossos irmãos de ministério
Para entendermos a necessidade e a importância e a dimensão do que estamos a Rezar nessa noite de hoje, Precisamos olhar para o perfil da ovelha
Sim, não falaremos do perfil do pastor ou mãe, mas falaremos do perfil de quem deve ser cuidado!
Se eu não gosto da ideia de me colocar Como ovelha só Prova que você será um péssimo pastor, por consequência uma péssima mãe!
Só pode ser mãe quem antes foi filho!
Somente quem experimentou o amor de Deus através de um irmão, Verdadeiramente Dará a sua vida para cuidar da vida de outra pessoa.
Pessoas que buscam apenas o desejo de mandar, governar, coordenar nunca serão felizes plenamente e mesmo que um dia sejam, não será sustentável. Sem falar que não produzirá frutos. O bom servo é o que serve. O bom líder é o que dá sua vida pela ovelha Enquanto Não cuidarmos de pessoas nunca seremos fiéis ao nosso chamado
Temos hoje uma geração de pessoas que são mais frágeis, mas não aceitam isso!
Isso se reflete também no meio dos líderes!
Gente que quer cuidar de pessoas, mas não se deixam cuidar!
Preferem fazer as coisas do jeito delas sem dar satisfação a ninguém!
Parábola da Ovelha “Sem Cerca”
Havia uma ovelha chamada NÓIA. NÓIA era forte, tinha a lã branca e um espírito que ela chamava de “livre”, mas que o Pastor chamava de “temerário”. 
Enquanto as outras ovelhas do rebanho se contentavam em pastar onde a grama era segura e em descansar sob o olhar atento dos pastores auxiliares, NÓIA olhava para o horizonte.
Ela detestava o som do cajado batendo no chão. Para ela, aquele som não era proteção, era controle. “Por que preciso dizer para onde vou? Por que esse Pastor insiste em me cutucar sempre que chego perto da borda do precipício?”, ela balia para as outras. 
Certo dia, aproveitando uma névoa que baixou sobre o vale, NÓIA viu sua chance. O Pastor estava ocupado cuidando de uma ovelha ferida, e os auxiliares estavam organizando o aprisco. NÓIA não correu; ela simplesmente caminhou para fora. Sem cajado, sem avisos, sem “olhares vigilantes”.
A primeira hora foi inebriante.
Ela comeu flores silvestres que nunca tinha provado. Ela bebeu de uma poça de água parada que parecia deliciosa, ignorando que o Pastor sempre as levava para águas correntes para evitar parasitas. Ela se sentia a dona do próprio destino. 
Mas o sol começou a baixar. E, com o escuro, o mundo que parecia vasto começou a parecer apertado. 
Primeiro, veio a sede. Aquela água da poça começou a revirar seu estômago. Depois, veio o silêncio — um silêncio pesado que as ovelhas do rebanho nunca conheciam, pois sempre havia o som da respiração uma das outras e a voz mansa do Pastor ao longe. 
NÓIA tentou voltar, mas percebeu que não tinha bússola. Ela se meteu em um matagal de espinhos. Quanto mais lutava para se soltar, mais os espinhos se prendiam em sua lã. Ela estava presa, sangrando e, pela primeira vez, vulnerável. No escuro, ela viu dois pontos amarelados brilhando: o lobo.
O lobo não atacou de imediato. Ele circulou, saboreando o fato de que aquela ovelha não tinha ninguém por ela. NÓIA tentou balir, mas sua voz estava rouca de medo. Ela percebeu, com um nó no peito, que sua “liberdade” era, na verdade, um abandono que ela mesma escolhera.

Justo quando o lobo se agachou para o bote, um som familiar cortou o ar. Não foi um grito, foi o som seco e firme de madeira batendo contra a rocha. *Pof. Pof. Pof.*
Uma luz de lanterna varreu o matagal. O lobo rosnou, mas recuou diante da silhueta alta que se aproximava. Era o Pastor. Ele não chegou gritando ou repreendendo. Ele simplesmente afastou os espinhos com mãos calejadas, ignorando os cortes que os próprios espinhos faziam em sua pele.
Enquanto ele a carregava nos ombros — pois ela estava fraca demais para andar — NÓIA encostou a cabeça no pescoço dele. Ela sentiu o cheiro do azeite e do suor. Ela percebeu que o cajado que ela tanto odiava era a única coisa que mantinha o lobo à distância. 
Naquela noite, de volta ao calor do aprisco, NÓIA entendeu a lição: 
O pastoreio não é uma prisão para quem quer ser livre, é um escudo para quem quer viver.
Ela descobriu que ser “livre” no deserto é apenas uma forma lenta de morrer, mas ser pastoreada é ter a garantia de que, mesmo em sua rebeldia, existe alguém cujo amor é maior que a sua teimosia.

“Assim como NÓIA precisava do calor do Pastor, cada um de nós é como aquele pintinho que precisa do calor das asas da mãe. O Responsavel Local é esse que, às vezes com o cajado, às vezes com o colo, garante que a sua vocação não morra de frio no matagal da autossuficiência.”
Nunca percamos a empatia com nossos formandos.
Muitas vezes, antes mesmo das palavras, o coração já demonstra cansaço, medo, insegurança ou necessidade de acolhimento. Formar não é apenas ensinar, corrigir ou conduzir; é também perceber o outro, respeitar seus limites e cuidar para que ninguém seja exposto ou ferido no caminho.

A verdadeira formação acontece quando a verdade caminha junto com a caridade.

Um olhar atento, uma escuta sincera, um silêncio prudente ou uma correção feita com amor podem marcar uma vida muito mais do que grandes discursos.

Quem forma pessoas precisa lembrar sempre: antes de serem formandos, são filhos de Deus, com histórias, lutas e fragilidades.
CONVERSAS NECESSÁRIAS 
Existe um ponto em que a nossa liderança Precisa crescer de forma rápida e necessário, na vivência da Fraternidade os nossos estatutos Nos ensina o que devemos Sempre desenvolver sincero estima, o trato gentil e a correção fraterna.
Na correção fraterna, na minha Observação Enquanto Responsável local pela missão da sede, se mostra o ponto Com mais oportunidade de nos desenvolver.
Para isso se faz necessário Aprender a ter conversas Necessárias Com os irmãos que fazem parte da engrenagem da evangelização Carisma rainha da Paz. Não estou a falar de confrontar os irmãos, mas de acordo com a função que me foi confiada por Deus através das autoridades da comunidade, sou responsável em acompanhar o andamento e ajudar as pessoas aos quais me foram confiados caminhar naquilo que é a vontade de Deus de ser ido pelas autoridades da comunidade.
Responsável local da sede Não acompanha Assessoria apostólica na sua função de ser Grande animadora da evangelização do carisma, Pode acontecer Que que a mesma Não faça isso com os coordenadores Dos ministérios, por outro lado pode ser que os coordenadores ministério não façam isso com o seu núcleo, e pode ser ainda que o núcleo o ministério não faça isso com seus membros.
Quando essa cascata não funciona a evangelização Não acontece Com Deveria Acontecer. Pela graça de Deus hoje tempos tudo muito bem definido, re imitado, Escrito sobre o que somos e o que devemos fazer. O nosso desafio é fazer essa engrenagem Acontecer. O primeiro passo é o exercício da maternidade espiritual na sua face de pastoreio.
Se as pessoas que faltaram hoje Essa reunião, onde deveria estar Liderança da comunidade, se essas pessoas Não fui notificados Sobre a importância da presença dela nessa reunião, e que não há nenhum compromisso ministerial Que seja mais importante do que está Rezando junto e sendo orientado sobre como deve ser feito os exercício de evangelização do carisma através das autoridades constituídos para isso que é assessoria apostólica
Não basta servir, se faz necessário servir do jeito certo e com a identidade certa Somos mães Que antes de maternidade Descobrimos a graça que é de ser filho Filho amado de Deus.
Tem uma frase na nossa fundadora no retiro dos responsáveis locais que me fez entender um pouco mais o espírito da coisa:
*"Não é suficiente seguir as regras. É preciso ver o que está dentro do coração."*
(A frase da minha formação que fiquei devendo a vocês)
E como podemos ver o que está dentro do coração se não tivermos proximidade, intimidade, acompanhamento, Pastoreio.
Os processos sempre serão importantes para o bom funcionamento de qualquer instituição, porém mais importante do que o processo são as pessoas! Os membros da comunidade Rainha da Paz são especialistas em cuidar de pessoas


domingo, 19 de julho de 2026

A conspiração contra o profeta


Texto Bíblico: Jeremias 20, 7-9 .

"Tu me seduziste, Senhor, e eu me deixei seduzir; foste mais forte do que eu e prevaleceste. Tornei-me objeto de escárnio o dia todo; todos zombam de mim... Mas havia em meu coração como que um fogo abrasador, contido em meus ossos; esforcei-me por contê-lo, mas não pude." 

1. Introdução: Quem é o Profeta?

O Drama de Jeremias: O livro de Jeremias tem 52 capítulos de puro enredo dramático. Ele foi chamado para profetizar a um povo difícil, recalcitrante.

A Identidade do Profeta Hoje: 
No Antigo Testamento, os profetas dividiam-se entre Maiores, Menores e Complementares. Mas hoje, quem são os profetas? Pelo nosso batismo, o Catecismo da Igreja Católica nos ensina que recebemos o múnus de Cristo: ser sacerdotes, reis e profetas. Nesta noite, o profeta é você! 

Os Dois Níveis da Profecia: 
1. Primeiro nível: Deus fala através do profeta (Deus usa a sua boca) . 2. Segundo nível: O profeta fala em nome de Deus. Através de uma vida de jejum, oração e santidade, cria-se uma simbiose tão grande com o Senhor que o profeta libera a palavra e Deus a banca.

2. A Perseguição (Não é Pessoal, é a Mensagem)
Quando o profeta proclama a verdade, o mundo reage em três passos

Rejeição: "Não gosto desse estilo, para que falar assim?" 

Negação: "Está errado, não concordo, não tem nada a ver." 

Conspiração: O desejo de calar, afastar ou destruir o profeta.

Lembrete importante: Não é nada pessoal. O mundo não odeia você, o mundo odeia a Mensagem . 

Jesus explicou isso na parábola dos vinhateiros (Mateus 21, 33) e em João 15, 21: "Se me perseguiram, perseguirão vocês também". 
Se você "vender" a mensagem e se calar, todo mundo volta a ser seu amigo. 
Mas o verdadeiro profeta não vende a sua profecia.

3. Os 3 Tipos de Conspiração Contra o Profeta

A. A Conspiração Demoníaca 
O próprio inferno tenta parar quem defende a verdade. O diabo traz pesadelos, levanta fúria e tenta causar acidentes e destruição para amedrontar o servo de Deus. 
O inimigo quer esfregar na sua cara que você vai ser destruído. 
No entanto, a palavra que nos mantém de pé quando o cansaço bater é a mesma de Jeremias: 
Um fogo devorador arde nas entranhas e não conseguimos nos calar! Cuidado, o diabo vai tentar nos destruir, mas ninguém toca no ungido do Senhor.

B. A Conspiração Humana 
A parte mais dolorosa: essa conspiração geralmente não vem de fora, mas de quem está perto. Quem traiu Jesus comia no mesmo prato que Ele. São pessoas que puxam o tapete, que cancelam sua agenda, que te proíbem de falar ou te excluem de grupos porque você "mexeu num vespeiro". São anos de portas fechadas ou de solidão.
A promessa na humilhação: Enquanto o mundo te isola, você cresce, amadurece e perdoa. 
Deus limpa o seu coração e, no tempo Dele, Ele te honra e te faz voltar de cabeça erguida, com o coração livre de mágoas.

C. A Conspiração Estrutural 
É quando o sistema e as estruturas do mundo trabalham para matar a profecia. 
Herodes mandou matar os inocentes porque o nascimento de Jesus mexia com a estrutura do poder. Jesus e João Batista foram mortos porque enfrentaram o sistema da época. 
Nos tempos atuais, a conspiração estrutural cresce assustadoramente. Leis e ideologias tentam criminalizar quem prega o óbvio da Bíblia (sobre família, casamento, defesa da vida ou os perigos dos vícios modernos). 
O sistema tenta amarrar as mãos dos profetas. Para os tempos difíceis, será necessário coragem para dizer: "Querem matar, que matem, mas eu não vou omitir a minha verdade" .

4. "Fica Tranquilo, Deus está Contigo"
Não tenha medo dos tribunais humanos ou da rejeição familiar, pois Jesus prometeu que o Espírito Santo falará por nós. 
Olhemos para os testemunhos da Igreja: Estêvão sendo apedrejado via a glória de Deus e o céu aberto; São Lourenço na grelha mantinha o bom humor e dava glórias a Deus. 
Se um lugar não te cabe mais, se te excluíram do grupo de WhatsApp ou do churrasco da família por causa da sua fé, toque a sua vida. Não venda a sua profecia. Se Deus te chamou, Ele vai te sustentar!


sábado, 11 de julho de 2026

Toda família nasce de Deus e Precisa retornar para ele!


Vamos começar com uma provocação!

Quando eu quero entender algo estrutural de uma casa ou de um Edifício, quem pode me explicar bem?
Resposta : O ENGENHEIRO! 
Foi ele que fez!
Para entender os problemas estruturais que a família passa hoje, precisamos falar com quem criou: DEUS!

Por isso estamos reunidos hoje!

Quer cuidar bem de uma família, cuide primeiro dos membros desta! Principalmente dos chefes de família. Aqueles que são os responsáveis pela condução e proteção da suas respectivas família.

Quando a cabeça da família está desmantelada, todo o corpo, ou seja, a própria família também fica fora dos trilhos.

O homem é o chefe e a submissão é da mulher! Não no sentido de superioridade e sim de apoio e companheirismo!
A missão é do Homem e a Sub Missão é da Mulher de cuidar da família e levar os seus membros para Deus!

1 Timóteo 5, 8 nos diz que quem se decuida dos seus, e principalmente dos da sua família, é um renegado, pior do que um infiel.

O exemplo de Ananias e Safira (Atos 5, 1 - 11)
Essa passagem acontece no contexto da Igreja que ainda estava nascendo e em Atos 4,32 nos diz que a multidão era um só coração e uma só alma.

Os cristãos viviam em profunda comunhão, com frutos de verdadeira conversão:
* Compartilhavam seus bens 
* Ninguém passava necessidade 
* As ofertas eram espontâneas
* Os apóstolos administravam tudo 

Qual o contexto dessa passagem? Em Atos 4, 36-37 temos a história de José, também chamado de Barnabé que fez exatamente o inverso do Ananias:
José vende o campo; Entrega todo os valor e não busca reconhecimento.

Lucas coloca Ananias e Barnabé lada a lado de propósito!

O pecado de Ananias não foi GUARDAR O DINHEIRO. Ananias não era obrigado a vender e também não era obrigado a dar parte  ou a entregar tudo, ele podia entregar 10% ou 90% e tudo bem!

O PROBLEMA NUNCA FOI O DINHEIRO E SIM A MENTIRA! Foi querer ter o mesmo reconhecimento de Barnabé sem fazer a entrega de coração!

O VERDADEIRO PECADO FOI FAZER DE CONTA!

Ananias e Safira queriam:
- O mesmo reconhecimento que Barnabé 
- Parecer altruístas 
- Brincar com a santidade 

A PERGUNTA DE PEDRO:
POR QUÊ SATANAS ENCHEU O TEU O CORACAO?

O ataque não era à Pedro! Era à IGREJA!
O ataque não é a você e sim à sua FAMILIA!

Infelizmente essa não é a primeira história da vida de quem faz de conta e tenta enganar á Deus e a si mesmo! 
Em Josué 7, 1 - 26, temos a história de Acä que assim como Ananias tentou enganar ao povo e à Deus.

Vejamos:
- Deus havia ordenado que tudo fosse consagrado;
- Acã esconde parte dos bens 
- Israel inteiro sofre pelo metro.deste homem e morreram mais de 36 mil homens.

Ambos escondem, mentem, compromete os irmãos e morrem!

Tenhamos cuidado como casais cristãos para não esconder algo no buraco dos nossos quartos que possa provocar consequências que não podemos controlar!

Para refletir:
O seu faz de conta pode não matar 36 mil pessoas mas pode custar algo muito mais valioso que é a sua família !

Cuidado para não PROFANAR a Sagrada Eucaristia comungando em pecado mortal apenas por fazer de conta na frente da sua família !

Não peque! Mas se pecar, assuma as consequências, se arrependa e volte para Deus!

Nós podemos retomar o nosso caminho ao contrário de Ananias!

Para isso vamos ao departamento de achados e perdidos da Bíblia: Lucas 15, Nesse capítulo temos o ovelha perdida, moeda perdida e menino perdido .

Nos versículos 11 a 32, temos O Filho prodigo e o Pai Misericordioso que retratam a nossa história!

O menino só voltou quando CAIU EM SI E e quando FEZ MEMÓRIA!

Em Israel os mais velhos contavam aos mais novos pela tradição oral, os feitos de Deus e as suas vitórias e de como apesar de pecador, o povo sabia que bastava voltar para Deus que a Graça seria restabelecida!

Deus nos lembra de uma frase que diz: 
A Glória do presente é fazer memória da Glória do passado !

Somente quando o menino lembrou que tinha um pai que o amava e que na casa dEsse Pai tudo era bom foi que tomou a decisão de voltar!

Façamos memória de quanto Deus nos ajudou até aqui!

Hoje somos convidados a voltar para Deus primeiro individualmente para que assim possamos levar a nossa família também nesse retorno para Deus!









sábado, 27 de junho de 2026

Formação para MESC - O zelo pela Casa de Deus me consome


O zelo pela Casa de Deus me consome

(Sl 69,9; Jo 2,17)

Objetivo

Levar o Ministro Extraordinário da Sagrada Comunhão a compreender que seu ministério não consiste apenas em distribuir a Comunhão, mas em tornar-se um verdadeiro guardião da dignidade da Eucaristia, do respeito pela liturgia e da comunhão da Igreja.


Introdução

Vivemos um tempo em que muitas vezes se confunde zelo com rigorismo, ou simplicidade com descuido.

Jesus, porém, mostrou um caminho diferente.

Quando entrou no Templo, não ficou indiferente ao que via.

Seu amor ao Pai era tão intenso que não suportava ver a Casa de Deus transformada em mercado.

São João explica:

"Os discípulos lembraram-se da Escritura: 'O zelo pela tua casa me consumirá'."

Esse é o mesmo zelo que deve arder no coração de todo Ministro da Sagrada Comunhão.

Não um zelo que condena pessoas.

Mas um zelo que protege aquilo que pertence a Deus.


O que significa zelo?

Na Bíblia, zelo significa:

  • amor ardente;
  • cuidado constante;
  • dedicação;
  • fidelidade;
  • responsabilidade.

Quem ama cuida.

Quem ama protege.

Quem ama não trata o sagrado com indiferença.


O ministro é guardião, não proprietário

O ministro nunca "possui" a Eucaristia.

Ele a recebe para servir.

Por isso seu comportamento deve revelar profunda reverência.

Seu modo de caminhar.

Seu silêncio.

Sua postura.

Sua oração.

Tudo deve anunciar:

"Aqui está Jesus."


Cinco expressões do verdadeiro zelo

1. Zelo pela própria santidade

Antes de tocar a Eucaristia, o ministro permite que Cristo toque sua vida.

Pergunta para reflexão:

Meu coração é um sacrário digno para receber Jesus?

São Paulo ensina:

"Examine-se, pois, o homem a si mesmo..." (1Cor 11,28)


2. Zelo pela liturgia

A liturgia não nos pertence.

Ela pertence à Igreja.

Por isso o ministro:

  • não improvisa;
  • não inventa gestos;
  • não modifica ritos;
  • segue fielmente as orientações da Igreja.

A obediência também é uma forma de amor.


3. Zelo pelo Santíssimo Sacramento

O ministro nunca manipula a Eucaristia de maneira distraída.

Ele observa:

  • partículas da hóstia;
  • limpeza dos vasos sagrados;
  • dignidade no transporte da píxide;
  • respeito ao sacrário;
  • silêncio antes e depois da Missa.

São gestos pequenos que revelam uma grande fé.


4. Zelo pelos enfermos

Quando leva Jesus a um doente, o ministro leva:

  • esperança;
  • consolo;
  • a presença da Igreja.

Não leva apenas uma hóstia.

Leva o próprio Cristo.

Por isso evita pressa.

Escuta.

Reza.

Acolhe.


5. Zelo pela comunidade

O ministro também evangeliza pelo exemplo.

Sua vida deve transmitir:

  • humildade;
  • discrição;
  • caridade;
  • unidade.

Nunca disputa espaço.

Nunca cria divisões.

Nunca busca reconhecimento.

Quem ama a Eucaristia ama a comunhão.


O maior perigo: perder o encanto

Existe um risco silencioso.

A rotina.

Depois de muitos anos, alguém pode começar a pensar:

"É apenas mais uma escala."

"É apenas mais uma distribuição."

Mas nunca será "mais uma".

Toda vez que seguramos a píxide...

...é Deus quem está em nossas mãos.

Nunca nos acostumemos com o extraordinário.


Um exame de consciência para o ministro

Antes de cada Missa, pergunte-se:

  • Tenho rezado diariamente?
  • Tenho vivido em estado de graça?
  • Minha família vê Cristo em mim?
  • Tenho estudado a fé?
  • Tenho tratado a Eucaristia com reverência?
  • Sou obediente às normas da Igreja?
  • Tenho servido por amor ou por vaidade?

Conclusão

O zelo que consumia Jesus deve consumir também cada Ministro Extraordinário da Sagrada Comunhão.

Não é o zelo da crítica.

Não é o zelo da superioridade.

É o zelo do amor.

O amor que faz cuidar.

O amor que faz servir.

O amor que faz ajoelhar-se diante do Mistério.

Como dizia :

"Todo o homem estremeça, todo o mundo trema e o céu exulte quando, sobre o altar, nas mãos do sacerdote, está Cristo, o Filho do Deus vivo."

Que esse mesmo assombro nunca se perca no coração de um ministro.

Dinâmica para encerrar a formação

Conclua diante do sacrário, em alguns minutos de silêncio, convidando cada ministro a rezar interiormente:

"Senhor Jesus, dá-me um coração consumido pelo zelo da tua Casa. Que minhas mãos sejam dignas de tocar o teu Corpo, que meus passos levem tua presença com reverência e que minha vida seja o primeiro testemunho da Eucaristia que distribuo. Que eu jamais me acostume com o mistério que me confiaste, mas te sirva sempre com humildade, amor e fidelidade. Amém."

Essa conclusão ajuda a transformar a formação em um momento de renovação espiritual, unindo o ensinamento doutrinal à oração diante daquele que é o centro de todo o ministério: Jesus Eucarístico.

O Ministro Extraordinário da Sagrada Comunhão

Formação para os ministros extraordinários da Sagrada Eucaristia da paróquia de São José 

Um estudo à luz dos documentos oficiais da Igreja


Introdução

A Igreja confia aos Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão (MESC) uma missão de enorme responsabilidade: servir ao próprio Cristo presente na Santíssima Eucaristia e levar este alimento espiritual aos fiéis, especialmente aos enfermos e àqueles que não podem participar da Santa Missa.

Entretanto, este ministério não é um privilégio, nem um reconhecimento pessoal. É um serviço e um chamado à santidade.


1. A identidade do Ministro Extraordinário

O primeiro aspecto que precisa ficar claro é que ele é extraordinário.

O Código de Direito Canônico estabelece:

"Onde a necessidade da Igreja o aconselhar, na falta de ministros, também os leigos podem suprir alguns ofícios, segundo as prescrições do direito." (Cân. 230 §3)

Ou seja:

  • o ministro ordinário da Comunhão é o bispo;
  • o presbítero;
  • o diácono.

O leigo somente exerce esse serviço quando existe verdadeira necessidade pastoral.

A Instrução Redemptionis Sacramentum ensina:

"Somente em caso de verdadeira necessidade pode o ministro extraordinário auxiliar o sacerdote."

Portanto, o MESC nunca substitui o sacerdote por comodidade, mas apenas quando a necessidade da comunidade o exige.


2. O centro da espiritualidade do ministro

O primeiro compromisso do ministro não é distribuir a Comunhão.

É amar profundamente Jesus Eucarístico.

Antes das mãos distribuírem o Corpo de Cristo, o coração deve adorá-Lo.

Sua espiritualidade deve estar fundamentada em:

  • participação frequente na Santa Missa;
  • adoração ao Santíssimo Sacramento;
  • confissão regular;
  • oração diária;
  • leitura da Palavra de Deus;
  • devoção mariana.

Sem vida espiritual, o ministério perde sua força.


3. O testemunho de vida

A Igreja nunca escolhe ministros apenas por disponibilidade.

Ela procura discípulos.

Por isso espera-se que o ministro seja:

  • exemplo de vida cristã;
  • honesto;
  • humilde;
  • reconciliado com a Igreja;
  • comprometido com sua família;
  • participante da comunidade;
  • obediente ao pároco e ao bispo.

A Immensae Caritatis recomenda que sejam pessoas cuja vida inspire confiança e edificação para os fiéis.


4. A humildade como marca do ministro

Jesus lavou os pés dos discípulos antes de instituir a Eucaristia.

Não foi coincidência.

Quem serve a Eucaristia precisa aprender primeiro a servir os irmãos.

O ministro extraordinário não busca:

  • aparecer;
  • destaque;
  • prestígio;
  • reconhecimento.

Ele sabe que quanto mais invisível for sua pessoa, mais Cristo aparecerá.


5. O amor aos enfermos

Talvez a missão mais bonita do ministro seja levar Jesus aos doentes.

Quando entra numa casa levando a Comunhão, ele leva:

  • a presença de Cristo;
  • a presença da Igreja;
  • a esperança;
  • o consolo;
  • a força para quem sofre.

Por isso deve visitar os enfermos com delicadeza, escuta, oração e respeito.


6. O profundo respeito pela Eucaristia

A Igreja pede extremo cuidado com o Santíssimo Sacramento.

O ministro deve:

  • preparar-se espiritualmente;
  • vestir-se com dignidade;
  • observar cuidadosamente as normas litúrgicas;
  • evitar qualquer atitude de distração;
  • consumir imediatamente qualquer partícula que eventualmente permaneça.

Cada hóstia consagrada contém Cristo inteiro.


7. O que o ministro nunca deve esquecer

A Redemptionis Sacramentum recorda que:

  • ele não é ministro da Eucaristia;
  • é Ministro Extraordinário da Sagrada Comunhão;
  • seu serviço depende da autorização do bispo e do pároco;
  • jamais deve agir por iniciativa própria.

A liturgia pertence à Igreja.


8. Virtudes esperadas de um MESC

Um bom ministro deve cultivar:

  • humildade;
  • prudência;
  • silêncio interior;
  • espírito missionário;
  • fidelidade;
  • paciência;
  • caridade;
  • reverência;
  • obediência;
  • alegria.

Essas virtudes valem mais do que qualquer habilidade prática.


Conclusão

O Ministro Extraordinário da Sagrada Comunhão não é simplesmente alguém que distribui hóstias.

É alguém que aprendeu, pela oração e pela vida, que primeiro precisa deixar Cristo transformar seu próprio coração.

Quanto mais ama a Eucaristia, mais ama a Igreja.

Quanto mais ama a Igreja, mais serve os irmãos.

Quanto mais serve os irmãos, mais se parece com Jesus.

Como dizia São João Paulo II:

"A Eucaristia edifica a Igreja, e a Igreja vive da Eucaristia."

Que cada Ministro Extraordinário possa repetir diariamente as palavras de São João Batista:

"É necessário que Ele cresça e eu diminua." (Jo 3,30)

domingo, 24 de maio de 2026

Formação de Bíblia - Introdução


Formação de introdução à Bíblia 


https://youtu.be/CDCGOOwkiig

terça-feira, 28 de abril de 2026

A Ovelha sem cerca


Havia uma ovelha chamada NÓIA.  a ovelha NÓIA era forte, tinha a lã branca e um espírito que ela chamava de “livre”, mas que o Pastor chamava de “temerário”.

Enquanto as outras ovelhas do rebanho se contentavam em pastar onde a grama era segura e em descansar sob o olhar atento dos pastores auxiliares,  a ovelha NÓIA olhava para o horizonte.

Ela detestava o som do cajado batendo no chão. Para ela, aquele som não era proteção, era controle. “Por que preciso dizer para onde vou? Por que esse Pastor insiste em me cutucar sempre que chego perto da borda do precipício?”, ela balia para as outras.

Certo dia, aproveitando uma névoa que baixou sobre o vale,  a ovelha NÓIA viu sua chance. O Pastor estava ocupado cuidando de uma ovelha ferida, e os auxiliares estavam organizando o aprisco. NÓIA não correu; ela simplesmente caminhou para fora. Sem cajado, sem avisos, sem “olhares vigilantes”.

A primeira hora foi inebriante.

Ela comeu flores silvestres que nunca tinha provado. Ela bebeu de uma poça de água parada que parecia deliciosa, ignorando que o Pastor sempre as levava para águas correntes para evitar parasitas. Ela se sentia a dona do próprio destino.

Mas o sol começou a baixar. E, com o escuro, o mundo que parecia vasto começou a parecer apertado.

Primeiro, veio a sede. Aquela água da poça começou a revirar seu estômago. Depois, veio o silêncio — um silêncio pesado que as ovelhas do rebanho nunca conheciam, pois sempre havia o som da respiração uma das outras e a voz mansa do Pastor ao longe.

NÓIA tentou voltar, mas percebeu que não tinha bússola. Ela se meteu em um matagal de espinhos. Quanto mais lutava para se soltar, mais os espinhos se prendiam em sua lã. Ela estava presa, sangrando e, pela primeira vez, vulnerável. No escuro, ela viu dois pontos amarelados brilhando: o lobo.

O lobo não atacou de imediato. Ele circulou, saboreando o fato de que aquela ovelha não tinha ninguém por ela. NÓIA tentou balir, mas sua voz estava rouca de medo. Ela percebeu, com um nó no peito, que sua “liberdade” era, na verdade, um abandono que ela mesma escolhera.
Justo quando o lobo se agachou para o bote, um som familiar cortou o ar. Não foi um grito, foi o som seco e firme de madeira batendo contra a rocha. 

Uma luz de lanterna varreu o matagal. O lobo rosnou, mas recuou diante da silhueta alta que se aproximava. Era o Pastor. Ele não chegou gritando ou repreendendo. Ele simplesmente afastou os espinhos com mãos calejadas, ignorando os cortes que os próprios espinhos faziam em sua pele.

Enquanto ele a carregava nos ombros — pois ela estava fraca demais para andar — NÓIA encostou a cabeça no pescoço dele. Ela sentiu o cheiro do azeite e do suor. Ela percebeu que o cajado que ela tanto odiava era a única coisa que mantinha o lobo à distância.

Naquela noite, de volta ao calor do aprisco, a ovelha NÓIA entendeu a lição:

O pastoreio não é uma prisão para quem quer ser livre, é um escudo para quem quer viver.

Ela descobriu que ser “livre” no deserto é apenas uma forma lenta de morrer, mas ser pastoreada é ter a garantia de que, mesmo em sua rebeldia, existe alguém cujo amor é maior que a sua teimosia.

“Assim como  a ovelha NÓIA precisava do calor do Pastor, cada um de nós é como aquele pintinho que precisa do calor das asas da mãe galinha. O Pastor de grupo de oração ou de vocação é esse que, às vezes com o cajado, às vezes com o colo, garante que a sua vocação não morra de frio no matagal da autossuficiência.”

sexta-feira, 19 de setembro de 2025

quarta-feira, 10 de maio de 2023

A Dormição de Nossa Senhora





Assim morreu a Virgem Maria, segundo São João Damasceno, Doutor da Igreja.

A Mãe de Deus não morreu de doença, por não ter pecado original, não tinha que receber o castigo da doença. Ela não morreu de idosa, porque não tinha que envelhecer, pois, a ela não lhe chegava o castigo do pecado dos primeiros pais: envelhecer e acabar por fraqueza. Ela morreu de amor. Era tanto o desejo de ir para o céu onde estava o seu filho, que esse amor a fez morrer.

Cerca de quatorze anos após a morte de Jesus, quando já tinha empregado todo o seu tempo em ensinar a religião do Salvador a pequenos e grandes, quando tinha consolado tantas pessoas tristes, e ajudado a tantos doentes e moribundos, avisou os Apóstolos que já aproximava-se a data de partir deste mundo para a eternidade.

Os Apóstolos amavam-na como a mais bondosa de todas as mães, e apressaram-se a viajar para receber dos seus lábios maternais os seus últimos conselhos, e das suas sacrosantas mãos, a sua última bênção.

Foram chegando, e com lágrimas copiosas, e de joelhos, beijaram essas mãos santas, que tantas vezes os tinham abençoado. Para cada um deles, teve a excelsa senhora palavras de conforto e esperança. E aí, como quem dorme no mais plácido dos sonhos, foi ela fechando santamente seus olhos. E sua alma, mil vezes abençoada, partiu para a eternidade.

A notícia correu por toda a cidade, e não houve um cristão que não viesse chorar ao lado do seu corpo, como pela morte da própria mãe. Seu enterro mais parecia uma procissão da Páscoa que um funeral. 

Todos cantavam o aleluia, com a mais firme esperança de que agora eles tinham uma poderosa protetora no céu, para interceder por cada um dos discípulos de Jesus.

No ar, sentiam-se suavíssimos, mas fortes aromas, e parecia ouvir cada um, harmonias de músicas muito macias. Mas Tomás, Apóstolo, não tinha chegado a tempo. Quando chegou, eles já tinham voltado de enterrar a mãe abençoada.

Pedro, - disse Tomás-Não podes negar-me o grande favor de poder ir ao túmulo da minha mãe amabilíssima e dar um último beijo a essas mãos santas que tantas vezes me abençoaram. E Pedro aceitou.

Foram todos para o Santo Sepulcro, e quando já estavam perto, começaram a sentir de novo, suavíssimos aromas no ambiente e músicas harmoniosas no ar.

Eles abriram o sepulcro, e em vez de ver o corpo da Virgem, encontraram somente uma grande quantidade de flores muito lindas. Jesus Cristo tinha vindo. Tinha ressuscitado Sua Mãe Santíssima, e a tinha levado para o céu.

Isto é o que chamamos de Assunção da Virgem Maria.

E quem de nós, se tivesse os poderes do Filho de Deus, não teria feito o mesmo com a própria mãe?"
LIBERE-NOS SENHOR!

No Santo nome de Teu Amado Filho Jesus, pelo Seu Sacratíssimo Sangue e por Interseção da Sempre Bem-aventurada Virgem Maria, Mãe Nossa, te pedimos humildemente: -Socorrei-nos! Socorrei o nosso Brasil e o mundo inteiro. Livrai-nos de todo o mal,  e de toda e qualquer   ameaça que possa atingir ao povo Cristão.
AMÉM!

Esta Oração é para pedir pelo nosso País, 
(Se possível, que  ela percorra  cada canto do nosso  Brasil.).                         



Apenas repassando a mensagem

domingo, 19 de março de 2023

O ambiente de Gedeão

Nessa semana eu revisei a história de Gedeão e percebi que aquele ambiente não é tão distante da nossa realidade de hoje!

O povo estava sendo pilhado por Madianitas e outros povos, ao ponto de ter que escavar cavernas para esconder alimentos para não morrerem de fome!

O pior foi o que essa situação fez com o modelo mental do povo de Israel! Um povo com mentalidade de perdedor e que assumiu uma condição de derrotado e abandonou a condição e a mentalidade de ser o "povo de Deus", um povo temido por todos que viram os milagres em favor desse povo em várias batalhas!

Um povo sem tomar posse da sua condição de povo de Deus sempre vai portar como fraco e indefeso! Assim estavam vivendo o povo de Israel no tempo de Gedeão!

Deus interveio e procurou a Gideão para liderar a libertação do povo daquela situação de humilhação frente aos Madianitas!

Aqui vem outro ponto:
Quando estamos com mentalidade de perdedor, mesmo Deus enviando um anjo à nossa presença, nosso medo fala mais alto!
Deus chamou a Gideão de valente guerreiro; Deus reconhece em nós virtudes que nem nós mesmo conseguimos enxergar em si! Gideão precisou ser convencido por Deus de que ele foi escolhido para algo grande. Deus se submeteu aos desafios infantis de Gideão para que ele acreditasse que Deus estava com ele e muitas vezes, também nós sentimos tentados a desafiar a Deus para que Ele prive que se importa conosco!

Pois, qual é a grande nação
cujos deuses lhe são tão próximos
como o Senhor nosso Deus,
sempre que o invocamos?
E que nação haverá tão grande
que tenha leis e decretos tão justos,
como esta lei que hoje vos ponho diante dos olhos?
Mas toma cuidado!
Procura com grande zelo não te esqueceres
de tudo o que viste com os próprios olhos,
e nada deixes escapar do teu coração
por todos os dias de tua vida;
antes, ensina-o a teus filhos e netos. Dt 4, 5 - 9
Logo após Deus convencer Gideão de assumir a sua identidade de vencedor, Deus sabendo que nós vamos do 8 a 80 muito rápido e para evitar uma euforia pelo desejo de combate Deus diminuiu o número de homens que andava com Gideão!
Deus usou dois filtros:
O primeiro era o do medo!
O medo nos paralisa e nos impede de viver grandes coisas que estão escritos no coração de Deus.
O segundo foi aqueles que encarnaram em si o espírito de vigilância astúcia e de cuidado com a missão de Deus!

O final da história nós já conhecemos mas o que precisamos centro lembrar mac independente do ambiente estamos não podemos perder a nossa identidade!

sábado, 11 de fevereiro de 2023

Assumindo os nosso erros (Gênesis 3, 9-24)

Na passagem de Gênesis que narra Deus  confrontando Adão, Eva e a serpente pelo pecado original observamos um comportamento que até hoje testemunhamos quando nos deparamos com alguém que errou: NÃO ASSUMIR A RESPONSABILIDADE PELO ERRO COMETIDO!

A situação narrada em Gênesis me ensinou que quando erramos e não assumimos a nossa responsabilidade, sofremos as consequências ainda maiores do que o necessário!

Assumir o erro é aprender com a situação e construir bases mais sólidas para evitar que esse erro ocorra novamente! Quando assumo o erro tenho mais condições de aprender com ele e desta forma, transformar uma situação ruim em algo extremamente positivo! Aprender com o erro é conhecimento e isso não é fácil adquirir!

Voltando a Adão e Eva. Na verdade os dois perderam uma grande oportunidade de ensinar a humanidade a confiar na misericórdia de Deus e que se errar, no lugar de ficar buscando culpados, poderíamos assumir o erro, pedir perdão e experimentar o Grande Amor de Deus por nós!

Imagine o texo de outra forma: Adão e Eva reconhecem o erro de deixar o quê DEUS DISSE para escutar o quê a serpente disse e que estavam profundamente arrependidos e apelassem para o Amor dAquele que os criou! Qual seria o final da história?

Assumir o erro está na base para todo bom arrependimento e desta forma uma boa base para a consciência do erro e correção de conduta! Quando me esquivo desse processo, só me resta imitar o trio da passagem:
Adão culpa Eva
Eva culpa a serpente
A serpente... Não tendo a quem culpar ficou calada! Pois ela era a maior culpada!
Mas observe que todos foram punidos pelo erro:
1. A serpente 
Serás maldita entre todos os animais domésticos..
Rastejarás sobre o ventre e comerás pó todos o dias de sua vida.
... Terás a cabeça ferida...
2. Eva
...multiplicarem os sofrimentos da gravidez...
... será dominada pelo seu marido.
3. Adão
...seja o solo amaldiçoado por causa de ti, com sofrimento tirarás dele o teu sustento...
... comerás o pão com o sofrimento do teu suor...
Abandonar o que Deus disse é abandonar a Ele e à Sua Providência.

Ainda tem gente que até hoje acha que o pecado original está relacionado a sexualidade, embora essa também tenha sido um alvo das concupiscências instigadas pela serpente, o pecado original é não escutar o quê Deus diz para escutar outras vozes de criaturas que não tem qualquer relevância quando comparadas a Deus!

Não vamos deixar de errar, mas podemos aprender com os erros e não mais errar e pela Graça de Deus chegarmos a nossa Salvação!

domingo, 29 de janeiro de 2023

A Pessoa de Jesus Cristo

A pessoa de Jesus
1. A Encarnação do Verbo
“Ao chegar a plenitude dos tempos, enviou Deus a seu Filho, nascido de mulher" (Gal 4,4). Assim se cumpre a promessa de um Salvador que Deus fez a Adão e Eva ao serem expulsos do Paraíso: “Porei inimizades entre ti e a mulher, e entre a tua descendência e a dela; ela te pisará a cabeça e tu armarás traições ao seu calcanhar" (Gn 3,15).
Este versículo do Gênesis é conhecido com o nome de proto-evangelho, pois constitui o primeiro anúncio da boa- nova da salvação. Tradicionalmente, tem-se interpretado que a mulher a que se refere é, tanto Eva, em sentido imediato, como Maria, em sentido pleno; e que a descendência da mulher refere-se tanto à humanidade como a Cristo.
Desde então, até o momento em que “o Verbo se fez carne e habitou entre nós" (Jo 1, 14), Deus foi preparando a humanidade para que pudesse acolher frutuosamente a seu Filho Unigênito.
Porque Jesus se fez homem?
A Encarnação tem sua origem no amor de Deus pelos homens: “Nisto se manifestou o amor de Deus para conosco, em que Deus enviou ao mundo o seu Filho único, para que vivamos por meio Dele" (1Jo 4, 9). A Encarnação é a demonstração por excelência do Amor de Deus para com os homens, já que nela é o próprio Deus que se entrega aos homens, fazendo-se participante da natureza humana, na unidade da pessoa.
Após a queda de Adão e Eva no paraíso, a Encarnação tem uma finalidade salvadora e redentora, como professamos no Credo: “por nós homens e para nossa salvação, desceu dos céus e se encarnou pelo Espírito Santo, no seio da Virgem Maria, e se fez homem"[2]. Cristo afirmou de Si mesmo que o Filho do homem veio para buscar e salvar o que estava perdido" (Lc 19, 19; cf Mt 18,11) e que “Deus não enviou seu Filho para condenar o mundo, mas que o mundo fosse salvo por Ele" (Jo 3,17).
A Encarnação não só manifesta o infinito amor de Deus aos homens, sua infinita misericórdia, sua justiça, seu poder, mas também a coerência do plano divino da salvação. A profunda sabedoria divina consiste na forma segundo a qual Deus decidiu salvar o homem, isto é, do modo como convém à natureza, que é precisamente mediante a Encarnação do Verbo.
Existência de Jesus Cristo 
Jesus Cristo, o Verbo encarnado, “não é nem um mito, nem uma idéia abstrata qualquer. É um homem que viveu em um contexto concreto e que morreu depois de ter levado sua própria existência dentro da evolução da história. A investigação histórica sobre Ele é, pois, uma exigência da fé cristã" [3].
Que Cristo existiu pertence à doutrina da fé, como também que morreu realmente por nós e que ressuscitou ao terceiro dia (cf. 1 Co 15, 3-11).
 A existência de Jesus é um fato provado pela ciência histórica, sobre tudo mediante a análise do Novo Testamento, cujo valor histórico está fora de dúvida. Há outros testemunhos antigos não cristãos, pagãos e judeus, sobre a existência de Jesus. Precisamente por isto, não são aceitáveis as posições de quem contrapõe um Jesus histórico ao Jesus da fé e defendem a hipótese de que quase tudo o que o Novo Testamento diz acerca de Cristo seria uma interpretação de fé que fizeram os discípulos de Jesus, mas não sua autêntica figura histórica, que ainda permaneceria oculta para nós.
Estas posturas, que em muitas ocasiões encerram um forte preconceito contra o sobrenatural, não levam em conta que a investigação histórica contemporânea concorda em afirmar que a apresentação que faz o cristianismo primitivo de Jesus baseia-se em fatos autênticos sucedidos realmente.
DIVINDADE DE JESUS CRISTO 
2. Jesus Cristo, Deus e homem verdadeiro
A Encarnação é “o mistério da união admirável da natureza divina e da natureza humana, na única Pessoa do Verbo" (Catecismo, 483). A Encarnação do Filho de Deus “não significa que Jesus Cristo seja em parte Deus e em parte homem, nem que seja o resultado de uma mistura confusa do divino com o humano. Ele fez-Se verdadeiro homem, permanecendo verdadeiro Deus. Jesus Cristo é verdadeiro Deus e verdadeiro homem." (Catecismo, 464). A divindade de Jesus Cristo, Verbo eterno de Deus, foi comentada no texto referente à Santíssima Trindade. Aqui, vamos focar a atenção no que diz respeito à sua humanidade.
A Igreja definiu e esclareceu esta verdade de fé durante os primeiros séculos frente às heresias que a falseavam.
*Heresias: doutrina ou sistema teológica rejeitado pela Igreja; dado como falso.
Já no século I, alguns cristãos de origem judaica, os ebionitas, consideraram Cristo um simples homem, ainda que muito santo.
 No século II, surge o adocionismo, que sustentava ser Jesus Cristo filho adotivo de Deus; Jesus seria apenas um homem em quem habita a força de Deus; para eles, Deus era uma só pessoa. Esta heresia foi condenada no ano 190 pelo papa São Victor, pelo Concílio de Antioquia, de 268, pelo Concílio I de Constantinopla e pelo sínodo romano de 382 [4].
*Ário era um padre, a heresia ariana, ao negar a divindade do Verbo, negava também que Jesus Cristo fosse Deus. Ario foi condenado pelo Concílio I de Nicéia, no ano de 325.
Também atualmente, a Igreja voltou a recordar que Jesus Cristo é o Filho de Deus subsistente desde a eternidade, que na Encarnação assumiu a natureza humana em sua única pessoa divina [5].
A Igreja também enfrentou outros erros que negavam a realidade da natureza humana de Cristo. Entre esses, encontram-se as heresias que negavam a realidade do corpo ou da alma de Cristo. Entre as primeiras, encontra-se o docetismo, em suas diversas variantes, que possui um fundo gnóstico e maniqueu. Alguns de seus seguidores afirmavam que Cristo teve um corpo celeste, ou que seu corpo era puramente aparente, ou que apareceu de repente na Judéia, sem ter tido que nascer ou crescer. Já São João teve que combater este tipo de erros: “muitos são os sedutores que apareceram no mundo, que não confessam que Jesus veio em carne" (2 Jo 7; cf. 1 Jo 4, 1-2).
Arrio e Apolinar de Laodiceia negaram que Cristo tivesse verdadeira alma humana. O segundo teve particular importância neste campo e sua influência esteve presente durante vários séculos nas controvérsias cristológicas posteriores. Na tentativa de defender a unidade de Cristo e sua impecabilidade, Apolinar sustentou que o Verbo desempenha as funções da alma humana espiritual. Esta doutrina, porém, supunha a negação da verdadeira humanidade de Cristo, composta, como em todos os homens, de corpo e alma espiritual (cf. Catecismo, 471). Foi condenado no Concílio I de Constantinopla e no Sínodo Romano de 382 [6].
3. A união hipostática( Jesus com homem e Deus)
Nos inícios do século quinto, após as controvérsias precedentes, estava clara a necessidade de sustentar firmemente a integridade das duas naturezas, divina e humana, na Pessoa do Verbo; de modo que a unidade pessoal de Cristo começa a constituir-se no centro de atenções da Cristologia (estuda a natureza de Cristo) e da soteriologia (doutrina da salvação da humanidade por Jesus Cristo) patrística
*(Patrística é o nome dado à filosofia cristã dos primeiros sete séculos, elaborada pelos Padres ou Pais da Igreja, os primeiros teóricos —- daí "Patrística" — e consiste na elaboração doutrinal das verdades de fé do cristianismo e na sua defesa contra os ataques dos pagãos e contra as heresias.).
Para este novo aprofundamento contribuíram novas discussões.
A primeira grande controvérsia teve sua origem em algumas afirmações de Nestório, patriarca de Constantinopla, que utilizava uma linguagem na qual dava a entender que em Cristo há dois sujeitos: o sujeito divino e o sujeito humano, unidos entre si por um vínculo moral, mas não fisicamente. Este erro cristológico tem sua origem seu rechaço do título de Mãe de Deus,Theotókos, aplicado a Santa Maria. Maria seria Mãe de Cristo, mas não Mãe de Deus.
Frente a esta heresia, São Cirilo de Alexandria e o Concilio de Éfeso de 431 recordaram que “a humanidade de Cristo não tem outro sujeito senão a pessoa divina do Filho de Deus, que a assumiu e a fez sua desde que foi concebida... Por isso, o Concílio de Éfeso proclamou, no ano 431, que Maria se tornou, com toda a verdade. Mãe de Deus, por ter concebido humanamente o Filho de Deus em seu seio" (Catecismo, 466;cf. DS 250 e 251).
Uns anos mais tarde, surgiu a heresia monofisita. Esta heresia tem seus antecedentes no apolinarismo e em uma má compreensão da doutrina e da linguagem empregada por São Cirilo, por parte de Eutiques, ancião arquimandrita de um mosteiro de Constantinopla. Eutiques afirmava, entre outras coisas, que Cristo é uma Pessoa que subsiste em uma só natureza, pois a natureza humana teria sido absorvida pela divina. Este erro foi condenado pelo Papa São Leão Magno, no seu Tomus ad Flavium [7], autêntica jóia da teologia latina, e pelo Concílio ecumênico de Calcedônia, do ano 451, ponto de referência obrigatório para a Cristologia. Assim ensina: “há que confessar a um só e mesmo Filho e Senhor nosso Jesus Cristo: perfeito na divindade e perfeito na humanidade" [8], e acrescenta que a união das duas naturezas é “sem confusão, sem mudança, sem divisão, sem separação" [9].
Monofisismo (do grego: monos - "único, singular" e physis - "natureza") é o ponto de vista cristológico que defende que, depois da união do divino e do humano na encarnação histórica, Jesus Cristo, como encarnação do Filho ou Verbo (Logos) de Deus, teria apenas uma única "natureza", a divina, e não uma síntese de ambas. O monofisismo é contraposto pelo diofisismo (ou "diafisismo"), que defende que Jesus preservou em si as duas naturezas
Eutiques foi um monge de Constantinopla, que fundamentou a heresia do monofisismo. Eutiques negava que Cristo, após a encarnação, tinha duas naturezas perfeitas
O Concílio de Calcedónia (português europeu) ou Calcedônia (português brasileiro) foi um concílio ecumênico que se realizou de 8 de outubro à 1 de  novembro de 451 em Calcedonia, uma cidade da Bitínia, na Ásia Menor, frente a Constantinopla. Foi o quarto dos primeiros sete concílios ecumênicos da história do cristianismo, onde foi repudiada a doutrina de Eutiques relativa ao monofisismo e declarada a dualidade humana e divina de Jesus, a segunda pessoa da Santíssima Trindade
O nestorianismo é uma doutrina cristológica proposta por Nestório, Patriarca de Constantinopla (428–431). 
A doutrina, que foi formada durante os estudos de Nestório sob Teodoro de Mopsuéstia na Escola de Antioquia, enfatiza a desunião entre as naturezas humana e divina de Jesus.
A doutrina calcedonense foi confirmada e esclarecida pelo II Concílio de Constantinopla do ano 553, que oferece uma interpretação autêntica do Concílio anterior. Após enfatizar várias vezes a unidade de Cristo [10], afirma que a união das duas naturezas de Cristo tem lugar segundo a hipóstasis.
(Nos concílios ecumênicos, a terminologia do termo foi clarificada e padronizada para que a fórmula "Três hipóstases em uma ousia (essência)" fosse aceita como a epítome da doutrina ortodoxa sobre a Trindade: de que o Pai, o Filho e o Espírito Santo são três diferentes hipóstases em uma única divindade. A palavra também é utilizada para se referir à divindade de Cristo, na chamada união hipostática de suas naturezas - divina e humana - em uma única hipóstase).
Superando assim a equivocidade da formula ciriliana que falava da unidade segundo a “fisis"(natureza). Nesta linha, o Concílio de Constantinopla indicou também o sentido em que havia de entender-se a conhecida fórmula ciriliana de “uma natureza do Verbo de Deus encarnada" [12], frase que São Cirilo pensava ser de Santo Atanásio, mas que na realidade tratava-se de uma falsificação apolinarista.
Nestas definições conciliares, que tinham como finalidade esclarecer alguns erros concretos e não expor o mistério de Cristo em sua totalidade, os Padres conciliares utilizaram a linguagem de seu tempo. Da mesma forma que Nicéia empregou o termo consubstancial, Calcedônia utilizou termos como natureza, pessoa, hipóstasis etc., segundo o significado habitual que tinham na linguagem comum, e na teologia de sua época. Isto não significa, como afirmaram alguns, que a mensagem evangélica se helenizara (tornar-se semelhante aos gregos).
Ao contrário, quem se mostrou rigidamente helenizantes foram precisamente os que propunham as doutrinas heréticas, como Arrio ou Nestório, que não souberam ver as limitações da linguagem filosófica de seu tempo, frente ao mistério de Deus e de Cristo.
4. A Humanidade Santíssima de Jesus Cristo
Como Cristo se relaciona com a Trindade Santa:
“Na união misteriosa da Encarnação, «a natureza humana foi assumida, não absorvida» (GS 22,2)" (Catecismo, 470). Por isso, a Igreja tem ensinado a “plena realidade da alma humana, com as suas operações de inteligência e vontade, e do corpo humano de Cristo. Mas, paralelamente, a mesma Igreja teve de lembrar repetidamente que a natureza humana de Cristo pertence, como própria, à pessoa divina do Filho de Deus que a assumiu. Tudo o que Ele fez e faz nela, depende de «um da Trindade». Portanto, o Filho de Deus comunica à sua humanidade o seu próprio modo de existir pessoal na Santíssima Trindade. E assim, tanto na sua alma como no seu corpo, Cristo exprime humanamente os costumes divinos da Trindade (cf. Jo 14, 9-12)" (Catecismo, 470).
OBS: O catecismo é, depois da Bíblia, o livro mais importante da Igreja Católica. Nele você encontra o conhecimento seguro da fé da Igreja Católica acumulado nestes 2.000 anos- e numa formulação precisa e reconhecida pela Igreja.
Inteligência e sabedoria de Cristo:
A alma humana de Cristo está dotada de um verdadeiro conhecimento humano. A doutrina católica tem ensinado tradicionalmente que Cristo, enquanto homem, possuía um conhecimento adquirido, uma ciência infusa e a ciência beata própria dos bem-aventurados no céu.
A ciência adquirida de Cristo não podia ser, por si, ilimitada: “por isso que o Filho de Deus, fazendo-Se homem, pôde aceitar «crescer em sabedoria, estatura e graça» (Lc 2, 52) e também teve de Se informar sobre o que, na condição humana, deve aprender-se de modo experimental (cf. Mc 6, 38; 8, 26; Jo 11, 34)" (Catecismo, 472).
Cristo, em quem repousa a plenitude do Espírito Santo com seus dons (cf. Is 11, 1-3), possuiu também a ciência infusa, isto é, aquele conhecimento que não se adquire diretamente pelo trabalho da razão, mas é infundido diretamente por Deus na inteligência humana. Com efeito, “O Filho também mostrava, no seu conhecimento humano, a clarividência divina que tinha dos pensamentos secretos do coração dos homens (cf. Mc 2, 8; Jo 2, 25; 6, 61" (Catecismo, 473).
Cristo possuía também a ciência própria dos beatos: “Pela sua união com a Sabedoria divina na pessoa do Verbo Encarnado, o conhecimento humano de Cristo gozava, em plenitude, da ciência dos desígnios eternos que tinha vindo revelar (cf. Mc 8, 31; 9, 31; 10, 33-34; 14, 18-20.26-30» (Catecismo, 474).
Por tudo isto, deve-se afirmar que Cristo, enquanto homem, é infalível: admitir nele o erro seria admiti-lo no Verbo, única pessoa existente em Cristo. No que diz respeito a uma eventual ignorância propriamente dita, deve-se ter presente que “O que neste domínio Ele reconhece ignorar (cf. Mc 13, 32) declara, noutro ponto, não ter a missão de revelá-lo (cf. Atos 1, 7)» (Catecismo, 474). Entende-se que Cristo fosse humanamente consciente de ser o Verbo e de sua missão salvífica [13].
Por outro lado, a teologia católica, ao pensar que Cristo possuía, já na terra, a visão imediata de Deus, sempre negou a existência em Cristo da virtude da fé [14].
Frente às heresias monoenergeta e monotelita que, em lógica continuidade com o monofisismo precedente, afirmavam que em Cristo há uma só operação ou uma só vontade, a Igreja confessou, no III Concílio ecumênico de Constantinopla, do ano 681, que Cristo possui duas vontades e duas operações naturais, divinas e humanas, não opostas, mas cooperantes, de forma que o Verbo feito carne, em sua obediência ao Pai, quis humanamente tudo aquilo que decidiu divinamente com o Pai e o Espírito Santo, para nossa salvação (cf. DS 556-559). A vontade humana de Cristo “segue a sua vontade divina, sem fazer resistência nem oposição em relação a ela, antes estando subordinada a essa vontade onipotente" (DS 556)" (Catecismo 475). Trata-se de uma questão fundamental, pois está diretamente relacionada com o ser de Cristo e com nossa salvação. São Máximo, o Confessor, distinguiu-se por este esforço doutrinal de esclarecimento e se serviu com grande eficácia da conhecida passagem da oração de Jesus no Horto, em que aparece o acordo da vontade humana de Cristo com a vontade do Pai (cf. Mt 26, 39).
Consequência da dualidade de naturezas é também a dualidade de operações. Em Cristo, há duas operações, as divinas, procedentes de sua natureza divina, e as humanas, que procedem da natureza humana. Fala-se também de operações teândricas para referir-se àquelas nas quais a operação humana opera como instrumento da divina: é o caso dos milagres realizados por Cristo.
O realismo da Encarnação do Verbo manifestou-se também na última grande controvérsia cristológica da época patrística: a disputa sobre as imagens. O costume de representar a Cristo, em afrescos, ícones, baixos relevos etc., é antiquíssima e existem testemunhos que remontam ao menos até o século segundo. A crise iconoclasta ocorreu em Constantinopla nos inícios do século VIII e teve sua origem em uma decisão do Imperador. Anteriormente, já tinham aparecido teólogos que haviam se mostrado ao longo dos séculos partidários ou contrários ao uso das imagens, mas ambas as tendências tinham coexistido pacificamente. Aqueles que se opunham costumavam acrescentar que Deus não tem limites e não pode, portanto, encerrar-se dentro de umas linhas, de uns traços, não pode ser circunscrito. Porém, como assinalou São João Damasceno, foi a própria Encarnação que circunscreveu o Verbo, incircunscrível. “Uma vez que o Verbo Se fez carne, assumindo uma verdadeira natureza humana, o corpo de Cristo era circunscrito (...).Portanto, o rosto humano de Jesus pode ser «pintado» (Ga 3, 2)" (Catecismo,476). No II Concílio ecumênico de Nicéia, do ano 787, “a Igreja reconheceu como legítimo que ele fosse representado em santas imagens" (Catecismo, 476). Com efeito, “as particularidades individuais do corpo de Cristo expressam a pessoa divina do Filho de Deus. Ele fez seus os traços de seu próprio corpo humano até o ponto que, pintados em uma imagem sagrada, podem ser venerados porque o crente que venera sua imagem, venera a pessoa representada nela" [15].
Alma de Cristo:
A alma de Cristo, ao não ser divina por essência, mas humana, foi aperfeiçoada, como as almas dos demais homens, mediante a graça habitual, que é “um dom habitual, uma disposição estável e sobrenatural, que aperfeiçoa a alma, mesmo para torná-la capaz de viver com Deus e de agir por seu amor" (Catecismo, 2000).
Cristo é santo, como anunciou o arcanjo Gabriel a Santa Maria na Anunciação: Lc 1, 35. A humanidade de Cristo é radicalmente santa, fonte e paradigma da santidade de todos os homens. Pela Encarnação, a natureza humana de Cristo foi elevada à maior união com a divindade – com a Pessoa do Verbo – a que pode ser elevada alguma criatura. Do ponto de vista da humanidade do Senhor, a união hipostática é o maior dom que jamais se tenha podido receber, e costuma ser conhecida com o nome de graça de união. Pela graça habitual, a alma de Cristo foi divinizada com essa transformação que eleva a natureza e as operações da alma ao plano da vida íntima de Deus, proporcionando às suas operações sobrenaturais uma co-naturalidade que, de outro modo, não teria. Sua plenitude de graça implica também na existência das virtudes infusas e dos dons do Espírito Santo. Desta plenitude de graça de Cristo, “recebemos todos, graça sobre graça" (Jo 1, 16). A graça e os dons foram outorgados a Cristo não só em atenção à sua dignidade de Filho, mas também em atenção à sua missão de novo Adão e Cabeça da Igreja. Por isso se fala de uma graça capital em Cristo que não é uma graça distinta da graça pessoal do Senhor, mas é um aspecto dessa mesma graça que acentua sua ação santificadora sobre os membros da Igreja. A Igreja, com efeito, “é o Corpo de Cristo" (Catecismo, 805), um corpo “do qual Cristo é a Cabeça: vive d'Ele, n'Ele e por Ele; Ele vive com ela e nela" (Catecismo, 807).
O Coração do Verbo encarnado. “Jesus conheceu-nos e amou-nos, a todos e a cada um, durante a sua vida, a sua agonia e a sua paixão, entregando-Se por cada um de nós: «O Filho de Deus amou-me e entregou-Se por mim» (Gl 2, 20). Amou-nos a todos com um coração humano" (Catecismo, 478). Por este motivo, o Sagrado Coração de Jesus é o símbolo por excelência do amor com que ama continuamente ao eterno Pai e a todos os homens (cf. ibidem).

José Antonio Riestra