quarta-feira, 7 de setembro de 2016

A Dignidade Humana (Projeto ÉFETA-03/09)

DIGNIDADE

Causar dor aos animais como ofensa à dignidade humana

§2418 É contrário à dignidade humana, fazer os animais sofrerem inutilmente e desperdiçar suas vidas. E igualmente indigno gastar com eles o que deveria prioritariamente aliviar a miséria dos homens. Pode-se amar os animais, porém não se deve orientar para eles o afeto devido exclusivamente às pessoas.

D.24.2 Desemprego ofensa à dignidade

§2436 E injusto não pagar aos organismos de seguridade social as cotas estipuladas pelas autoridades legítimas.
A privação do trabalho por causa do desemprego é quase sempre, para quem a sofre, um atentado à dignidade e uma ameaça ao equilíbrio da vida. Além do prejuízo pessoal para o desempregado, corre também inúmeros riscos o seu 1ar.

Dignidade do corpo humano imagem de Deus

§364 A pessoa humana, criada à imagem de Deus, é um ser ao mesmo tempo corporal e espiritual. O relato bíblico exprime esta realidade com uma linguagem simbólica, ao afirmar que "O Senhor Deus modelou o homem com a argila do solo, insuflou em suas narinas um hálito de vida e o homem se tornou um ser vivente" (Gn 2,7). Portanto, o homem em sua totalidade é querido por Deus.
§1004 Enquanto aguardam esse dia, o corpo e a alma do crente participam desde já da dignidade de ser "de Cristo"; daí a exigência do respeito para com seu próprio corpo, mas também para com o de outrem, particularmente quando este sofre:
O corpo é para o Senhor, e o Senhor é para o corpo. Ora, Deus, que ressuscitou o Senhor, ressuscitará também a nós por seu poder. Não sabeis que vossos corpos são membros de Cristo? (...) Não pertenceis a vós mesmos. (...) Glorificai, portanto, a Deus em vosso corpo (1Cor 6,5.19-20).

D.24.7 Dignidade do homem criado por Deus

§306 Deus é o Senhor soberano de seus desígnios. Mas, para a realização dos mesmos, serve-se também do concurso das criaturas. Isso não é um sinal de fraqueza, mas da grandeza e da bondade do Deus Todo-Poderoso. Pois Deus não somente dá às suas criaturas o existir, mas também a dignidade de agirem elas mesmas, de serem causas e princípios umas das outras e de assim cooperarem no cumprimento de seu desígnio.
§308 Eis uma verdade inseparável da fé em Deus Criador: Deus age em todo o agir de suas criaturas. E é a causa primeira que opera nas causas segundas e por meio delas: "Pois é Deus quem opera em vós o querer e o operar, segundo a sua vontade" (Fl 2,13). Longe de diminuir a 4ignidade da criatura, esta verdade a realça. Tirada do nada pelo poder, sabedoria, bondade de Deus, a criatura não pode nada se for cortada de sua origem, pois "a criatura sem o Criador se esvai"; muito menos pode atingir seu fim último sem a ajuda da graça.

Dignidade do povo de Deus

§782 O Povo de Deus tem características que o distinguem nitidamente de todos os agrupamentos religiosos, étnicos, políticos ou culturais da história:
  • Ele é o Povo de Deus: Deus não pertence, como propriedade, a nenhum povo. Mas adquiriu para si um povo dentre os que outrora não eram um povo: "Uma raça eleita, um sacerdócio régio, uma nação santa" (1Pd 2,9).
  • A pessoa torna-se membro deste povo não pelo nascimento físico, mas pelo "nascimento do alto", "da água e do Espírito" (Jo 3,3-5), isto é, pela fé em Cristo e pelo Batismo.
  • Este povo tem por Chefe (Cabeça) Jesus Cristo (Ungido, Messias); pelo fato de a mesma Unção, o Espírito Santo, fluir da Cabeça para o Corpo, ele é "o Povo messiânico".
  • A condição deste povo é a dignidade da liberdade dos filhos de Deus: nos corações deles, como em um templo, reside o Espírito Santo
  • "Sua lei é o mandamento novo de amar como Cristo mesmo nos amou.". É a lei "nova" do Espírito Santo.
  • Sua missão é ser o sal da terra e a luz do mundo. "Ele constitui para todo o gênero humano o mais forte germe de unidade, esperança e salvação."
  • Finalmente, sua meta é "o Reino de Deus, iniciado na terra por Deus mesmo, Reino a ser estendido mais e mais, até que, no fim dos tempos, seja consumado por Deus mesmo".
§786 O Povo de Deus participa finalmente da função régia de Cristo. Cristo exerce sua realeza atraindo para si todos os homens por sua morte e Ressurreição. Cristo, Rei e Senhor do universo, se fez servidor de todos, não veio "para ser servido, mas para servir e para dar sua vida em resgate por muitos" (Mt 20,28). Para o cristão, "reinar é servir", particularmente "nos pobres e nos sofredores, nos quais a Igreja reconhece a imagem de seu Fundador pobre e sofredor". O povo de Deus realiza sua "dignidade régia" vivendo em conformidade com esta vocação de servir com Cristo.
Todos os que renasceram em Cristo obtiveram, pelo sinal da cruz, a dignidade real e, pela unção do Espírito Santo, receberam a consagração sacerdotal. Por isso, não obstante o serviço especial do nosso ministério, todos os cristãos foram revestidos de um carisma espiritual que os torna membros desta família de reis e deste povo de sacerdotes. Não será, na verdade, função régia o fato de uma alma, submetida a Deus, governar seu corpo? E não será função sacerdotal consagrar ao Senhor uma consciência pura e oferecer no altar do coração a hóstia imaculada de nossa piedade?

Dignidade pessoal igual dos cônjuges

§1645 "A unidade do Matrimônio é também claramente confirmada pelo Senhor mediante a igual dignidade do homem e da mulher como pessoas, a qual deve ser reconhecida no amor mútuo e perfeito." A poligamia é contrária a essa igual dignidade e ao amor conjugal, que é único e exclusivo.

D.24.14 Escândalo e respeito à dignidade alheia 
cf. Escândalo

§2284 O escândalo é a atitude ou o comportamento que leva outrem a praticar o mal. Aquele que escandaliza torna-se o tentador do próximo. Atenta contra a virtude e a retidão; pode arrastar seu irmão à morte espiritual. O escândalo constitui uma falta grave se, por ação ou omissão, conduzir deliberadamente o outro a uma falta grave.
§2285 O escândalo se reveste de uma gravidade particular em virtude da autoridade dos que o causam ou da fraqueza dos que o sofrem. Foi o que inspirou a Nosso Senhor a seguinte maldição "Caso alguém escandalize um destes pequeninos, melhor será que lhe pendurem ao pescoço uma pesada mó e seja precipitado nas profundezas do mar" (Mt ,18,6). O escândalo é grave quando é dado por aqueles que, por natureza ou por função, devem ensinar e educar os outros. Jesus censura os escribas e os fariseus, comparando-os a lobos disfarçados de cordeiros
§2286 O escândalo pode ser provocado pela lei ou pelas instituições, pela moda ou pela opinião.
Tomam-se, portanto, culpados de escândalo aqueles que instituem leis ou estruturas sociais que levam à degradação dos costumes e à corrupção da vida religiosa ou a "condições sociais que, voluntariamente ou não, tomam difícil e praticamente impossível uma conduta cristã conforme aos mandamentos". O mesmo vale para chefes de empresas que fazem regulamentos que incitam à fraude, para professores que "exasperam" os alunos ou para aqueles que, manipulando a opinião pública, a afastam dos valores morais.
§2287 Quem usa os poderes de que dispõe de tal maneira que induzam ao mal torna-se culpado de escândalo e responsável pelo mal que, direta ou indiretamente, favorece. "E inevitável que haja escândalos, mas ai daquele que os causar" (Lc 17,1).

O RESPEITO Á SAÚDE

§2288 A vida e a saúde física são bens preciosos doados por Deus. Devemos cuidar delas com equilíbrio, levando em conta as necessidades alheias e o bem comum.
O cuidado com a saúde dos cidadãos requer a ajuda da sociedade para obter as condições de vida que permitam crescer e atingir a maturidade: alimento, roupa, moradia, cuidado da saúde, ensino básico, emprego, assistência social.
§2289 Se a moral apela para o respeito à vida corporal, não faz desta um valor absoluto, insurgindo-se contra uma concepção neopagã que tende a promover o culto do corpo, a tudo sacrificar-lhe, a idolatrar a perfeição física e o êxito esportivo. Em razão da escolha seletiva que faz entre os fortes e os fracos, tal concepção pode conduzir à perversão das relações humanas.
§2290 A virtude da temperança manda evitar toda espécie de exceção, o abuso da comida, do álcool, do fumo e dos medicamentos. Aqueles que, em estado de embriaguez ou por gosto imoderado pela velocidade, põem em risco a segurança alheia e a própria, nas estradas, no mar ou no ar, tomam-se gravemente culpáveis.
§2291 O uso da droga causa gravíssimos danos à saúde e à vida humana. Salvo indicações estritamente terapêuticas, constitui falta grave. A produção clandestina e o tráfico de drogas são práticas escandalosas; constituem uma cooperação direta com o mal, pois incitam a práticas gravemente contrárias à lei moral

O RESPEITO À PESSOA E À PESQUISA CIENTÍFICA

§2292 As experiências científicas, médicas ou psicológicas em pessoas ou grupos humanos podem concorrer para a cura dos doentes e para o progresso da saúde pública.
§2293 A pesquisa científica de base, como a pesquisa aplicada, constituem uma expressão significativa do domínio do homem sobre a criação. A ciência e a técnica são recursos preciosos postos a serviço do homem e promovem seu desenvolvimento integral em benefício de todos; contudo, não podem indicar sozinhas o sentido da existência e do progresso humano. A ciência e a técnica estão ordenadas para o homem, do qual provêm sua origem e seu crescimento; portanto, encontram na pessoa e em seus valores morais a indicação de sua finalidade e a consciência de seus limites.
§2294 É ilusório reivindicar a neutralidade moral da pesquisa científica e de suas aplicações. Além disso, os critérios de orientação não podem ser deduzidos nem da simples eficácia técnica nem da utilidade que possa derivar daí para uns em detrimento dos outros, e muito menos das ideologias dominantes. A ciência e a técnica exigem, por seu próprio significado intrínseco, o respeito incondicional dos critérios fundamentais da moralidade; devem estar a serviço da pessoa humana, de seus direitos inalienáveis, de seu bem verdadeiro e integral, de acordo com o projeto e a vontade de Deus.
§2295 As pesquisas ou experiências no ser humano não podem legitimar atos em si mesmos contrários à dignidade das pessoas e à lei moral. O consentimento eventual dos sujeitos não justifica tais atos. A experiência em seres humanos não é moralmente legítima se fizer a vida ou a integridade física e psíquica do sujeito correrem riscos desproporcionais ou evitáveis. A experiência em seres humanos não atende aos requisitos da dignidade da pessoa se ocorrer sem o consentimento explícito do sujeito ou de seus representantes legais.
§2296 O transplante de órgãos é conforme à lei moral se os riscos e os danos físicos e psíquicos a que se expõe o doador são proporcionais ao bem que se busca para o destinatário. A doação de órgãos após a morte é um ato nobre e meritório e merece ser encorajado como manifestação de generosa solidariedade. O transplante de órgãos não é moralmente aceitável se o doador ou seus representante legais não tiverem dado seu expresso consentimento para tal. Além disso, é moralmente inadmissível provocar diretamente mutilação que venha a tornar alguém inválido ou provocar diretamente a morte, mesmo que seja para retardar a morte de outras pessoas.

O RESPEITO À INTEGRIDADE CORPORAL

§2297 Os sequestros e a tomada de reféns fazem reinar o terror e, pela ameaça, exercem pressões intoleráveis sobre as vítimas. São moralmente ilegítimos. O terrorismo ameaça, fere e mata sem discriminação; isso é gravemente contrário à justiça e à caridade. A tortura, que usa de violência física ou moral para arrancar confissões, castigar culpados, amedrontar opositores, satisfazer o ódio, é contrária ao respeito pela pessoa e pela dignidade humana. Fora das indicações médicas de ordem estritamente terapêutica, as amputações, mutilações de esterilizações diretamente voluntárias de pessoas inocentes contrárias à lei moral.
§2298 Em tempos passados, práticas cruéis foram comumente utilizadas por governos legítimos para manter a lei e a ordem, muitas vezes sem protesto dos pastores da Igreja, os quais adotaram eles em mesmos, em seus próprios tribunais, prescrições do direito romano sobre a tortura. Ao lado destes fatos lamentáveis, a Igreja sempre ensinou o dever de clemencia e misericórdia: proibiu aos clérigos derramarem sangue. Em tempos recentes, ficou evidente que essas práticas cruéis não eram nem necessárias para a ordem pública nem estavam de acordo com os direitos legítimos da pessoa humana. Ao contrário, essas práticas conduzem às piores degradações. E preciso trabalhar por sua abolição. E preciso orar pelas vitimas e por seus algozes.

O RESPEITO AOS MORTOS

§2299 Deve-se dispensar atenção e cuidado aos moribundos, para ajudá-los a viver seus últimos momentos na dignidade e na paz. Devem também ser ajudados pela oração dos familiares. Estes cuidarão para que os doentes recebam em tempo oportuno os sacramentos que preparam para o encontro com o Deus vivo.
§2300 Os corpos dos defuntos devem ser tratados com respeito e caridade, na fé e na esperança da ressurreição. O enterro dos mortos é uma obra de misericórdia corporal que honra os filhos de Deus, templos do Espírito Santo.
§2301 A autópsia de cadáveres pode ser moralmente admitida por motivos de investigação legal ou de pesquisa científica. A doação gratuita de órgãos após a morte é legítima e pode ser meritória.
A Igreja permite a cremação, se esta não manifestar uma posição contrária à fé na ressurreição dos corpos.

Ofensas à dignidade pessoal 
cf. Respeito.

§1487 Quem peca fere a honra de Deus e seu amor, sua própria dignidade de homem chamado a ser filho de Deus e a saúde espiritual da Igreja, da qual cada cristão é uma pedra viva.
§2261 A Escritura determina com precisão a proibição do quinto mandamento: "Não matarás o inocente nem o justo" (Ex 23,7). O assassinato voluntário de um inocente é gravemente contrário à dignidade do ser humano, à regra de ouro e à santidade do Criador. A lei que o proscreve é universalmente válida, isto é, obriga a todos e a cada um, sempre e em toda parte.
§2275 "Certas tentativas de intervenção sobre o patrimônio cromossômico ou genético não são terapêuticas, mas tendem à produção de seres humanos selecionados segundo o sexo ou outras qualidades preestabelecidas. Essas manipulações são contrárias à dignidade pessoal do ser humano, à sua integridade e à sua identidade" única, não reiterável.
§2295 As pesquisas ou experiências no ser humano não podem legitimar atos em si mesmos contrários à dignidade das pessoas e à lei moral. O consentimento eventual dos sujeitos não justifica tais atos. A experiência em seres humanos não é moralmente legítima se fizer a vida ou a integridade física e psíquica do sujeito correrem riscos desproporcionais ou evitáveis. A experiência em seres humanos não atende aos requisitos da dignidade da pessoa se ocorrer sem o consentimento explícito do sujeito ou de seus representantes legais.
§2297 Os sequestros e a tomada de reféns fazem reinar o terror e, pela ameaça, exercem pressões intoleráveis sobre as vítimas. São moralmente ilegítimos. O terrorismo ameaça, fere e mata sem discriminação; isso é gravemente contrário à justiça e à caridade. A tortura, que usa de violência física ou moral para arrancar confissões, castigar culpados, amedrontar opositores, satisfazer o ódio, é contrária ao respeito pela pessoa e pela dignidade humana. Fora das indicações médicas de ordem estritamente terapêutica, as amputações, mutilações de esterilizações diretamente voluntárias de pessoas inocentes contrárias à lei moral.
§2324 A eutanásia voluntária, sejam quais forem as formas e os motivos, constitui um assassinato. E gravemente contrária à dignidade da pessoa humana e ao respeito do Deus vivo, seu Criador.
§2353 A inveja é a tristeza sentida diante do bem de outrem e o desejo imoderado de dele se apropriar. E um vício capital.
§2554 O batizado combate a inveja pela benevolência, pela humildade e pelo abandono nas mãos da Providência divina.
§2555 Os fiéis de Cristo "crucificaram a carne com suas paixões concupiscência" (Gl 5,24); são conduzidos pelo Espírito e seguem os desejos dele.

Inseminação Artificial

§2377 Praticadas entre o casal, estas técnicas (inseminação e fecundação artificiais homólogas) são talvez menos claras a um juízo imediato, mas continuam moralmente inaceitáveis. Dissociam o ato sexual do ato procriador. O ato fundante da existência dos filhos já não é um ato pelo qual duas pessoas se doam uma à outra, mas um ato que remete a vida e a identidade do embrião para o poder dos médicos e biólogos, e instaura um domínio da técnica sobre a origem e a destinação da pessoa humana. Tal relação de dominação é por si contrária à dignidade e à igualdade que devem ser comuns aos pais e aos filhos". "A procriação é moralmente privada de sua perfeição própria quando não é querida como o fruto do ato conjugal, isto é, do gesto específico da união dos esposos... Somente o respeito ao vínculo que existe entre os significados do ato conjugal e o respeito pela unidade do ser humano permite uma procriação de acordo com a dignidade da pessoa."
§2414 O sétimo mandamento proíbe os atos ou empreendimentos que, por qualquer razão que seja, egoísta ou ideológica, mercantil ou totalitária, levam a escravizar seres humanos, a desconhecer sua dignidade pessoal, a comprá-los, a vendê-los e a trocá-los como mercadorias. É um pecado contra a dignidade das pessoas e contra seus direitos fundamentais reduzi-las, pela violência, a um valor de uso ou a uma fonte lucro. S. Paulo ordenava a um patrão cristão que tratasse seu escravo cristão "não mais como escravo, mas como um irmão..., como um homem, no Senhor" (Fm 16).

QUESTIONÁRIO SOBRE A DIGNIDADE

O que a Igreja católica fala sobre:
a)     A Dignidade da Pessoa Humana
b)    O Respeito à Pessoa e a Pesquisa Centífica
c)     O Respeito a Integridade Corporal
d)    O Respeito aos Mortos

e)     Inseminação Artificial

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Sexualidade e Namoro (Projeto ÉFETA-11/06)

Sexualidade e Namoro

Sexualidade: um dos itens da identidade.
A identidade é algo que Deus nos dá, basicamente, mas também vamos desenvolvendo a personalidade, a cultura...
Se eu pensar que a sexualidade é uma escolha que eu faço, eu vou estar errando o rumo.
Se sou do sexo masculino, é porque Deus me deu o dom de nascer:
-HOMEM
-FILHO DE DEUS
-E COM UM CARISMA
Se sou do sexo feminino:
-MULHER
-FILHA DE DEUS
-COM UM CARISMA
Nossa sexualidade se expressa em todas as áreas do nosso ser: nosso corpo, nossos pensamentos, nossos sentimentos, nossa forma de nos relacionarmos com o mundo (nossa afetividade) e nos foi dada para a complementaridade.
Para se ter uma sexualidade sadia, a pessoa precisa ter uma imagem realista de si e uma imagem realista do outro, devendo levar em conta, a capacidade de iniciar e manter relacionamentos maduros.
Homem e mulher foram criados para se complementarem no amor mútuo e na mútua doação de si segundo a sua sexualidade e a partir dela.

Processo de Auto identificação Sexual:
É muito importante conhecer como foi o nosso processo de reconhecimento da nossa sexualidade, preciso saber para eu viver adequadamente o que Deus quer para mim. Por exemplo, como mulher, tenho que pensar cada vez mais como mulher, sentir, agir, pensar; o mesmo com os homens. O importante é ser cada vez mais aquilo que Deus me criou.
Livro indicado para os homens: “Lutar e Amar: como os homens encontram a si mesmos” de Anelm Grun
Para as mulheres: “Mulieris Dignitatem”, escrita pelo Papa João Paulo II no ano de 1988.

Namoro:

O namoro é uma época maravilhosa da vida onde dois jovens se encontram, se conhecem, compartilham a vida e começam a rumar em direção a uma família, um lar, um futuro a dois.
Todo casamento é um namoro que deu certo.
A construção de uma casa ou de um prédio de muitos andares, começa sempre pelo alicerce, que acaba ficando escondido e nunca aparece; mas é ele que para sempre vai sustentar todo o peso do edifício. Se ele for mal construído, pode quebrar sob o peso das paredes, é a mesma coisa com o casamento, se a base, o namoro, não for bem construído, o edifício da família pode desabar com os que estão dentro dele.
O namoro é uma fase de escolher com quem um dia você poderá, quem sabe, se casar. É um tempo de saudável relacionamento entre os jovens, onde, conhecendo-se mutuamente, vão se descobrindo e fazendo “a grande escolha”.
Só comece a namorar, quando você souber “porque” vai namorar. Mais importante que a idade é a maturidade.
Uma grande preocupação da Igreja, atualmente, é a falta de maturidade nos namoros e noivados, pois muitos deles se transformam apenas em relacionamentos sexuais, gerando muitas vezes uma gravidez, um aborto, ou até mesmo, um casamento imaturo que acaba durando pouco tempo.

NÃO SACRIFIQUE O QUE VOCÊ É PARA CONQUISTAR ALGUÉM:
Não renuncie os seus autênticos valores na escolha do outro. Se é lícito você tentar adequar-se às exigências do outro, por outro lado, não é lícito você matar os seus valores essências para não perdê-lo. Há coisas secundárias das quais podemos abdicar, sem comprometer a estrutura básica da vida, mas há valores essências que não podem ser sacrificados. Portanto, saiba o que você quer e saiba conquista-lo sem se render. Não se faça de cego, nem de surdo, e nem desentendido.

CONHECER O OUTRO:
Para que você possa chegar um dia no altar, você terá que escolher a pessoa amada; e para isto é fundamental conhece-la. O namoro é o tempo de conhecer o outro. Mais por dentro que por fora.
E para conhecer o outro, é preciso que ele “se revele”, se mostre. E sua intimidade que vai ser mostrada ao outro, nos limites e na proporção que o relacionamento for aumentando e firmando.

SEJA AUTÊNTICO, NÃO MINTA.
Uma qualidade essencial do verdadeiro amor é aceitar a realidade do outro.
O amor pelo outro cresce, à medida que você o conhece melhor. Não existe verdadeiro amor à primeira vista.
Não se ama alguém que não se conhece. Não fique cego diante do outro por causa do brilho de sua beleza, da sua posição social ou do seu dinheiro.
Não se esqueça: “o importante é invisível aos olhos”.
Tudo o que você vê e toca será destruído pelo tempo, mas o que é invisível aos olhos está apegado ao ser da pessoa, e nada pode destruir, esse é o verdadeiro valor.

AMOR...?
Amar é construir o outro; fazê-lo feliz, fazê-lo crescer como pessoa; mas, para isso, é preciso possuir-se; ser senhor de si mesmo; porque para amar alguém é preciso saber renunciar-se. E só pode renunciar-se a si mesmo aquele que aprendeu a se dominar.
A pessoa certa é aquela que tem os mesmos valores e objetivos de vida que você tem: você se conhece e sabe o quer para a sua vida, então, procure a pessoa que atenda à essas exigências mínimas que são fundamentais para você.
Se você encontrou alguém que satisfaz os valores “mais essenciais”, não seja exigente naquilo que é secundário.

AMAR = ACEITAR TUDO SEM RECLAMAR DE NADA?
Não, amar é aceitar a pessoa amada como ela é, mas trabalhar para que ela cresça, seja melhor, amadureça e seja feliz. Para isso, muitas vezes, é necessário corrigi-la, com carinho, com jeito, nunca na frente dos outros, sabendo dizer isso com palavras adequadas e sem ofender nem magoar.

QUAL A DIFERENÇA ENTRE AMOR E PAIXÃO?
Amor é uma afeição pela pessoa que se transforma em um compromisso para com ela no sentido de ajudá-la a ser feliz, a crescer como pessoa humana, o amor autêntico exige renúncia, sacrifício pela pessoa amada, sendo assim um sentimento dirigido pela razão. A paixão é um sentimento dirigido apenas pelo coração, pela sensibilidade e emotividade. A paixão, muitas vezes, cega a pessoa, e não a deixa usar a razão e ver os erros e defeitos da outra pessoa, algo que todos têm. Ela leva a pessoa a agir de maneira precipitada e impulsiva sem medir as consequências que advirão de seus atos.

FICAR OU NAMORAR?
Ficar é pecado se a intenção de estarem juntos for só para viverem uma curtição de abraços e beijos, e talvez algo mais. O namoro não é tempo de sexo, neste caso, é pecado contra o sexto mandamento.

SERÁ QUE MEU NAMORO VAI DAR CERTO?
Ninguém pode responder isso além de você, Deus quer que a gente use as nossas capacidades: inteligência, capacidade de analisar fatos com coerência e realidade, sensibilidade para compreender e ajudar, etc.
Você só saberá se seu namoro vai dar certo namorando. Não tem outro jeito. Isso vai depender do seu comportamento e do dele. Somente namorando, conversando, convivendo com o outro, é que você poderá conhecê-lo e saber se o namoro deve ou não continuar. Use sua cabeça, razão e coração.

SERÁ QUE ELE/ELA ME AMA?
Para saber se ele/ela te ama, verifique se está disposto a fazer sacrifícios por você, pelas as suas necessidades e por seu crescimento como pessoa. Amar é dar-se, dedicar-se ao outro, trata-lo com carinho, atenção, cuidado.

POR QUE O NAMORO NÃO É TEMPO DE VIVER A VIDA SEXUAL?
O ato sexual, vai muito além de um mero ato físico; a união dos corpos sinaliza a “união dos corações” e dos espíritos pelo amor. Por isso, não pode ser um ato improvisado, um mero momento de prazer ou de celebração emotiva; é muito mais, é a celebração de uma vida vivida a dois para sempre, na renúncia e na alegria.
Na festa do amor conjugal, o casal se une fortemente, e no ápice do prazer, Deus quis que o filho fosse gerado.
Nem o namoro, nem o noivado oferece ainda uma família sólida e estável para o filho. Não existe ainda um compromisso “até que a morte nos separe”.
Ao contrário do que acontece hoje comumente, a última entrega ao outro deve ser o próprio corpo, só depois que os corações e as vidas estivessem unidos e compromissadas por uma “aliança” definitiva. Isto está longe de acontecer no namoro que é apenas um tempo de escolha.
O namoro é o tempo de conhecer o coração do outro e não o seu corpo; é o momento de explorar a sua alma, e não o seu físico.
Um casal de namorados que souber aguardar a hora do seu casamento para viver a vida sexual, é um casal que exercitou o autocontrole das paixões e saberá ser fiel um ao outro na vida conjugal.

A MASTURBAÇÃO É PECADO?
Sim, a Igreja ensina que esse é um “ato desordenado”. Além disso, muitos médicos afirmam, que ela é prejudicial ao jovem, tanto fisicamente quanto psicologicamente.

COMO ENFRENTAR A MASTURBAÇÃO?
1.       Tenha calma diante do problema.
Você não é nenhum desequilibrado sexual, nem impuro. Você não é uma aberração por que se masturba, enfrente o problema com fé.
2.      Corte todos os estimulantes do vício.
Jogue fora todas as revistas pornográficas, livros e filmes eróticos que você costumava ver. E não fique olhando para o corpo de moças e rapazes, alimentando sua mente com desejos eróticos. Fuja dos “sites” eróticos da internet.
3.      Faça bom uso das suas horas de folga.
Aproveite para ler um bom livro, praticar esportes, sair com os amigos, etc. Não fique sem fazer nada, especialmente na cama, pois “mente vazia é oficina do Diabo”.
4.     Não desanime e nem se desespere nunca.
Lute diariamente contra a masturbação, mas se você cair, não fique pisando na sua alma e se condenando.
Diga: “Está bem, eu caí, aceito a minha queda humildemente porque sou fraco; vou conseguir com ajuda de Deus superar isto. Vou continuar lutando, até me libertar, mesmo que eu caia um milhão de vezes, não desistirei e não me desesperarei. ”
A nossa vitória diante de Deus está mais na perseverança do que na vitória propriamente dita.
5.      Alimente sua alma com oração, a palavra de Deus e os sacramentos da Igreja.
Se você mantiver a sua alma aquecida com o calor do Espírito Santo, as moscas da tentação não o perturbarão.
Após uma queda no campo do sexo, sempre fica claro que faltou “vigilância e oração” para não pecar.
Temos que pedir mais perdão a Deus porque não vigiamos e não oramos, do que por ter caído no pecado propriamente. E lembre-se, a luta é mais importante do que a vitória.
Todas as informações da parte sobre namoro foram tiradas do livro: “Problemas no Namoro”, do professor Felipe Aquino.


Questionário:
1-Após ler essa formação, aponte os três maiores ensinamentos que você aprendeu:
2-Porque é tão importante o processo de auto identificação sexual?
3-O que é namoro? Porque é necessário conhecer ao máximo seu/sua namorado (a)?
4-Porque é errado você “ficar” com alguém?

5-Como você explicaria para um amigo que o namoro não é o tempo de ter uma vida sexual?

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Lições do Amor

Diz um Conto Chinês que um jovem foi visitar um sábio conselheiro e disse-lhe sobre as dúvidas que tinha a respeito de seus sentimentos por sua FAMÍLIA. O sábio escutou-o, olhou-o nos olhos e disse-lhe apenas uma coisa:

- Ame-a. E logo se calou.

Disse o rapaz:
- Mas, ainda tenho dúvidas...
- Ame-a, disse-lhe novamente o sábio.

E, diante do desconserto do jovem, depois de um breve silêncio, disse-lhe o seguinte:

- Meu filho, amar é uma decisão, não um sentimento. Amar é dedicação e entrega. Amar é um verbo e o fruto dessa ação é o amor. O amor é um exercício de jardinagem. Arranque o que faz mal, prepare o terreno, semeie, seja paciente, regue e cuide.
Esteja preparado porque haverá pragas, secas ou excessos de chuvas, mas nem por isso abandone o seu jardim. Ame, ou seja,
aceite, valorize, respeite, dê afeto, ternura, admire e compreenda. Simplesmente: Ame!!!"

A inteligência, sem amor, te faz perverso.

A justiça, sem amor, te faz implacável.

A diplomacia, sem amor, te faz hipócrita.

O êxito, sem amor, te faz arrogante.
A riqueza, sem amor, te faz avarento.

A docilidade, sem amor te faz servil.
A pobreza, sem amor, te faz orgulhoso.

A beleza, sem amor, te faz ridículo.
A autoridade, sem amor, te faz tirano.

O trabalho, sem amor, te faz escravo.

A simplicidade, sem amor, te deprecia.

A lei, sem amor, te escraviza.
A política, sem amor, te deixa egoísta.

A vida sem AMOR... não tem sentido.

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Vocações-Família e estados de vida (Projeto ÉFETA-13/08)

VOCAÇÕES

Agosto: mês vocacional
(Artigo escrito pelo Cardeal Raymundo Damasceno Assis – Arcebispo de Aparecida (SP) e Presidente da CNBB)
No Brasil o mês de agosto é sempre uma oportunidade para que possamos refletir sobre o chamado que Deus nos faz para vivermos de um modo mais concreto a nossa vocação à santidade, que recebemos no dia em que fomos batizados.
Estamos em agosto, conhecido tradicionalmente na Igreja Católica como mês vocacional. Esta celebração acontece desde 1981, quando a data foi instituída através da 19ª Assembléia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
Durante esse período as paróquias, instituições, grupos e comunidades preparam atividades de orações ou formações para que os fieis possam intensificar ou descobrir a sua responsabilidade e compromisso com a Igreja e a sociedade e, assim, atender ao chamado de Deus.
Por isso, cada domingo do mês de agosto é reservado para se trabalhar e celebrar uma vocação em especial.
Na primeira semana, lembramos a vocação sacerdotal, refletimos sobre a sua importância para a Igreja e rezamos ao Senhor da messe para que envie operários, de modo que não faltem padres para cuidar das mais diversas comunidades espalhadas pelo Brasil.
No segundo domingo, celebramos o Dia dos Pais, logo é dedicado à vocação matrimonial, à qual é dedicada a Semana Nacional da Família. Junto com a esposa, o pai tem a missão de levar os filhos a Deus por meio da oração, ensinamento e vivência do Evangelho. A família é verdadeiramente um ‘Santuário de Vida’.

Em seguida, recordamos a vocação religiosa. Nossa mente se volta para os homens e mulheres que se consagraram a Deus através dos conselhos evangélicos da pobreza, castidade e obediência para viverem em comunidade segundo o carisma de seus fundadores e servirem à Igreja e ao povo de Deus nos mais diferentes serviços, sejam de natureza religiosa ou social. Lembramo-nos também dos missionários e missionárias que deixaram suas terras e foram para os locais mais distantes no serviço do Reino de Deus, anunciando Jesus Cristo aos que ainda não O conhecem.
Há também outra vocação que não pode ser esquecida: a dos fiéis leigos e leigas que, através do exercício de ministérios não ordenados, se fazem presentes nas comunidades eclesiais e no mundo e se dedicam à evangelização na família, no trabalho profissional e no seu ambiente social, para santificar o mundo e fazer com que ele deixe de ser a cidade dos homens para tornar-se a cidade de Deus. Dentre os diferentes ministérios leigos, o último domingo de agosto destaca a catequese, comemorando o dia dos catequistas.
Grandes santos são lembrados neste mês, como: São João Maria Vianney, o Cura D’Ars, padroeiro dos párocos; São Lourenço, padroeiro dos diáconos; Santo Afonso Maria de Ligório, fundador da Congregação dos Missionários Redentoristas; São Tarcísio, padroeiro dos coroinhas; Santa Rosa de Lima, padroeira da América Latina e, de modo especial, nossa Santa Mãe do Céu, Maria Santíssima, que é recordada na solenidade da sua Assunção, nos apontando o feliz destino de todos os que dizem “Sim” a Deus.
O tema vocacional é, de modo especial, voltado para os jovens. É um apelo para que todos procurem ouvir a voz de Deus e dizer sim ao seu chamado para servirem concretamente ao seu Reino.
Rezemos para que a Mãe Aparecida abençoe a Igreja, e, especialmente, os jovens, a fim de que sejam fiéis no seguimento de Jesus Cristo e obedientes ao mandato de seu Fundador e Mestre: “Ide e fazei discípulos meus todos os povos”. O Papa Francisco, em sua homilia da Santa Missa para a 28ª JMJ, afirma: “Não tenham medo! Quando vamos anunciar Cristo, Ele mesmo vai a nossa frente e nos guia. Ao enviar seus discípulos em missão, Jesus prometeu: “Eu estou com vocês todos os dias” (Mt 28,20). 
E isto é verdade também para nós! Jesus nunca deixa ninguém sozinho! Sempre nos acompanha.
QUESTIONÁRIO:

1)    Quais as vocações nós celebramos no mês de agosto?
2)    Por que foi instituído o mês de agosto para celebrarmos as vocações?
3)    Qual  o domingo celebramos a vocação matrimonial?
4)    Como o mês de agosto é conhecido tradicionalmente na igreja católica?

5)    Você já parou para ouvir de Deus qual a sua vocação?